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Palavras livres: A cartunista Cristina Sampaio em defesa dos direitos da mulher

Palavras livres: A cartunista Cristina Sampaio em defesa dos direitos da mulher

A cartunista Cristina vive em Lisboa, Portugal, onde trabalha desde 1986 como ilustradora e cartunista. Para ela “a liberdade de expressão é a rainha das liberdades”. Os seus desenhos são testemunho da sua combatividade.

 

largelargeCristina Sampaio, aliás Cristina, trabalha desde 1986 para diversos jornais e revistas, nacionais e internacionais, como o Público, o Expresso, o New York Times, o Wall Street Journal, o Kleine Zeitung, o Courrier International, ou ainda o Boston Globe.

Ela é membro de France-Cartoons e de Cartooning for Peace.

Cristina Sampaio faz parte do comité internacional de cartunistas que aderiram ao nosso projecto de exposição itinerante: “Na ponta do lápis, os direitos da mulher: caricatura, cartoon e liberdade de expressão” que Le Crayon organiza em 2018, em associação com France-Cartoons e o Festival du Dessin de Presse et de la Caricature de l’Estaque (FIDEP).

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 Pierre Ballouhey – Em que pé se encontram os direitos das mulheres em Portugal ?

Cristina Sampaio – Em teoria, os direitos das mulheres estão plenamente defendidos pela Constituição, que consagra a igualdade de género. Mas, na prática, há muitas situações onde eles não são respeitados.

Pierre Ballouhey – Pensas que ainda há progressos a serem feitos ?

Cristina Sampaio – Há ainda passos de gigante a serem dados. Frequentemente, a igualdade de direitos e de oportunidades não é uma realidade. A igualdade de género não é praticada. Há empresas onde, para o mesmo trabalho, as mulheres têm salários mais baixos. É muito difícil uma mulher aceder a cargos de chefia ou a cargos políticos. A violência doméstica sobre as mulheres é uma realidade com números preocupantes.

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Pierre Ballouhey – Em que sentidos é que desejarias ver progressos ?

Cristina Sampaio – A mudança de mentalidades é fundamental. O machismo, aliado a valores conservadores, ligados ao peso da moral católica, está ainda muito presente na sociedade, com graves consequências. Recentemente, houve o escândalo inadmissível de um juiz que ilibou um homem acusado de agressões físicas violentas sobre a mulher, invocando, não a lei, mas sim a Bíblia, chamando-a de adúltera.

Pierre Ballouhey – O facto de seres mulher prejudicou-te na tua carreira de desenhadora ?

Cristina Sampaio – No meu caso, não creio, não tenho essa percepção. As mulheres cartunistas sofrem de descriminação positiva…

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Pierre Ballouhey –  Não tens a impressão de existir uma regressão desde há alguns anos ?

Cristina Sampaio – Talvez exista uma regressão ao nível dos comportamentos, aliada ao desaparecimento de ideais de emancipação e de solidariedade e a uma crise generalizada de valores.

Entrevista realizada por Pierre BALLOUHEY, Presidente de France-Cartoons

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Cristina em algumas datas :

– 1960 Nasce em Lisboa, Portugal

– 1985 Diplomada pela Escola de Belas Artes de Lisboa

– 1986 Começa a sua carreira como ilustradora e cartunista.

 

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